terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Corações aquecidos pelo espirito natalino! Feliz Natal!

Imagem tirada a poucos instantes do Papai Noel, as pressas,
tentando entregar seus presentes as crianças! Há relatos que
o bom velhinho foi pego minutos depois por uma blitz
devido ao excesso de velocidade!
Natal, época de festa e bons hábitos! A própria palavra por si só enche nossos corações de alegria, paz e felicidade. Listas fartas de presentes, muitas felicitações a nossos conhecidos e espíritos natalinos aquecidos pelo calor que envolve nossos corações. Está certo que este filosofo puxou-se nas palavras chistosas e graciosas aqui escritas, mas natal não é apenas uma época de expor o "espírito de amor" e sim um período único para reflexão das nossas atitudes ao próximo. O Filosofando Bobagens, por meio deste humilde blogueiro, deseja a todos os filósofos de plantão um maravilhoso e caloroso natal cheio de paz e luz. Que todos sejamos humildes como o Papai Noel da imagem, tentando cumprir, as pressas, o prazo de entrega dos presentes da criançada, mesmo sabendo das novas regras da lei seca. Isso que chamo de verdadeiro significado do espirito natalino; pensar no próximo seja qual for a sua situação! Feliz natal a todos!!!! 

São os votos do Filosofo Master,

domingo, 23 de dezembro de 2012

Nintendo Wii. A despedida do divisor de águas da industria do entretenimento!

Por Filosofo Master;

Para este Filosofo, talvez o universo dos consoles eletrônicos (aqui entra games também) não seria o que é hoje caso uma "tal" de Nintendo não existisse. É inegável contrariar esta digna descrição, já que a palavra "videogame" tem no DNA a marca da empresa nipônica. A Nintendo, como poucas, soube renovar a maneira de fazer games e desde 1983, com o advento dos consoles 8-bits, a companhia começava a despontar com games divertidos e principalmente audaciosos para sua época. Não podemos negar que tudo começou  com as aventuras de um baixinho narigudo decidido a salvar sua namorada das mãos de um travesso gorila gigante, porém após isso houveram apenas "up-grades" na maneira de fazer games e criar hardware na cuja companhia. Ali se instalava um hiato que duraria pouco mais de 20 anos. Neste período surgiu outros grandes sucessos como o console Super Nintendo e games como Super Mario, The Legend of Zelda , Donkey Kong, Pokémon, Metroid, Kirby, Star Fox e F-Zero, mas algo faltava para a companhia continuar forte e sadia. Com o advento das novas tecnologias, a companhia acumulava mais decepções do que sucesso, propriamente dito, e isso incomodava o espírito competitivo da velha e então frágil Nintendo. Companhias como Sony e, até então novata na área, Microsoft despontavam de maneira surpreendente com novas tecnologias e novidades. A Nintendo, fragilizada pelo insucesso do inicio dos anos 2000, não gostaria de tomar os rumos da sua maior rival dos anos 90, a SEGA, e se viu na necessidade de criar um produto impactante, desenvolvido sobre o que ela tinha de melhor, a criatividade. Nascia assim, no meio do ano de 2004, o projeto  RVL-001 (cuja sigla vem de ReVoLution). Foram dois anos de trabalho e pesquisas, junto ao consumidor,  no intuito de criar um console de impacto que mudaria, para sempre, a maneira de interagir o consumidor com os games. A companhia estava decidida à fazer história, nem que para isso trouxesse um grupo de indivíduos, que por característica nunca sentiu-se atraída pelos games, para o seu lado. A idéia era audaciosa e tida como uma "loucura incabível". 

Em conferencia em dezembro de 2006, Satoru Iwata, presidente da Nintendo, 
declarou: "Não estamos pensando em combater a Sony, mas sim sobre a forma
 de muitas outras pessoas  omeçarem a jogar. A coisa que estamos pensado 
não são mais sistemas portáteis, consoles, e assim por diante, nós queremos 
novas pessoas jogando novos jogos de diversas maneiras."

Rumores eram especulados, mas,  fontes internas, diziam que o novo console não utilizaria controles como conhecemos, e sim "controles remoto", sem fios, que simulariam o movimento dos braços. Tais boatos deixou a comunidade "gamer" estupefata.  Assim, oficialmente, foi anunciado que estava em desenvolvimento, na feira anual de jogos E3 de 2005, um acanhado console ainda sem nome oficial. Seu lançamento no mercado japonês e americano ocorreu, ao mesmo tempo, no final de 2006. Antes do anúncio, em abril do mesmo ano, era conhecido o nome do até então Nintendo Revolution: o controverso Wii.


Wii, em inglês, soa como "nós", que enfatiza que o console é para todos. O objetivo da Nintendo
era tornar o nome Wii facilmente lembrado por pessoas ao redor do mundo, não importando o
idioma que falassem. Por este fato, o nome, antes do seu lançamento, foi  duramente criticado.

A partir deste momento a Nintendo sofreria a maior mudança, da sua história, em termos de competitividade. Surgiria o renascimento daquela que era tida como uma empresa que sustentava-se apenas por um passado glorioso, o que a fazia dela quase uma filosofia cultural pop, restrita, estagnada, que não mais se evoluía. A mesma, até então, sustentava-se de um passado lucrativo, mas que precisava se transformar. Foi a partir disso que a companhia viu a necessidade de resgatar sua genialidade para aqueles fatídicos dias. Entretanto, a mesma sabia que teria uma dura batalha com a concorrência. Tinham em suas mãos um produto revolucionário, mas que de nada adiantava se não reaprendesse a conduzir seus negócios.  Seu primeiro passo seria não ser desonesto com seus fornecedores e trazer, novamente ao seu lado, empresas com quem dividiram o mesmo espaço no inicio da década de 90, sem haver distinção de grandezas entre as partes. Os tempos eram outros e a Nintendo sabia disso.  Do ponto de vista de negócios, o pensamento foi perfeito.

Wii Remote: Acessório responsável pelo grande sucesso do console.
Como todo pós-febre de lançamento os problemas naturalmente começariam aparecer, e isso não foi diferente para o Wii. O entusiasmo inicial do consumidor passaria e, conseqüentemente, daria lugar as limitações do console. Tal fato ficou bastante evidente. Os consumidores começaram a esperar funcionalidades que o Wii jamais conseguiria fazer ou que era tarde demais para consertar e, obviamente, decepcionaram-se. A limitada gama de jogos "hardcore", por exemplo, em comparação ao PS3 e Xbox360 foi decepcionante. A baixa capacidade de processamento da sua CPU, ATI 243, representava apenas o dobro do processamento do seu antecessor, o GameCube, frustrando os consumidores que buscavam um console que pudesse superar a qualidade e desempenho da concorrência. Mas isso não mostrou-se barreira quanto ao revolucionário "Wii Remote", sendo este a principal cartada da Nintendo, fazendo do seu novo console o maior divisor de águas, até o momento, do entretenimento eletrônico.  

O Wii vendeu como água, surpreendendo até a própria Nintendo, tornando o seu console, da 7ª geração, o mais vendido da história. Estimasse que até setembro de 2012 foram vendidos mais de 97 milhões de unidades em todo planeta, recorde absoluto, enquanto para o mesmo período, PS3 e Xbox360, dividem aproximadamente cada um, 70 milhões em vendas. É inegável não reconhecer que a Nintendo soube sobressair-se aos seus constantes fracassos, e a partir deles, reaprender a ser criativa. Mesmo não oferecendo uma "Ferrari", soube vender um produto cheio de criatividade e, principalmente, inovador!
O ano de 2012 representou o fim do ciclo Wii, dando lugar a um novo console chamado de WiiU, representando a entrada, um tanto tarde, da companhia na era da alta definição. Pode-se dizer que o console conseguiu colocar, como poucos, a qualidade acima da quantidade, postura com muitos opositores, mas é impossível negar que o Wii recebeu alguns dos melhores jogos dessa geração e, ao mesmo tempo, com algumas "pérolas" também esquecidas. Super Mario Galaxy 2, considerado o melhor game produzido para Wii, representou o que há de melhor no console, em uma explosão criativa como poucos jogos na história dos videogames conseguiram fazer, evidenciando e conseguindo retirar toda a potencialidade de um hardware simples porém capaz de produzir uma engine única. Definitivamente o Wii foi um console único, que desafiou a sua própria limitação e criou uma base de consumidores que manterá essa indústria viva por muito tempo. Mesmo com todos os erros ao longo de sua vida , a contribuição da Nintendo por meio da sua "menina dos olhos" foi inestimável. Como estaríamos hoje se o Wii não tivesse saído do papel? Impossível saber. Isso prova o quão importante esse console foi para toda uma industria de entretenimento eletrônico, pois este é o jeito Nintendo de ser, isso é Wii!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Uma potencia olímpica moldada a foice e martelo!



Uma potencia olímpica moldada a foice e martelo!
Por Filosofo Master,

Quem acompanha meu blog desde os seus primórdios, sabe o quanto já escrevi sobre a China e sua metodologia arcaica de destacar-se no cenário internacional. Mas em meio as olimpíadas de Londres que encerraram-se de maneira glamourosa (em termos de cobertura na TV aberta, no Brasil, péssima. Assunto para outro post) neste último domingo (12/08), uma reportagem vinculada no jornal "O Globo" do dia 09/08, de certo modo, me comoveu. Mas uma comoção no sentido não benévolo, e sim de infelicidade, e, ao mesmo tempo, alheio. Como posso chamar de democracia uma nação formada por cidadãos fabricados e moldados a foice e martelo? Esta é a eloquente, sistemática e doentia maneira do governo chines formar um povo de destaque para todo globo! Enquanto alimentamos, financeiramente por meio de bens de consumo, um dragão chamado China, milhões de indivíduos, entre eles inocentes crianças, são vitimas de um governo totalitário que infringe o que se conhece hoje por direitos humanos. 
De fato, a premissa do governo chines é legitimar um sistema político sob a faceta olímpica, criando heróis nacionais. Através da mídia estatal, o sentimento de orgulho sobrepuja a negação de direitos como liberdade plena, opinião e expressão. O que mais choca é o semblante de dor de cada criança arrancadas cedo, à força, dos braços de suas famílias em prol de um ideal "democrático" que o governo social-comunista encara como correto. 
Estes jovens cidadãos, apos afastados de suas famílias, são alojados em um dos três mil alojamentos com estruturas sofisticadas que visam rigorosos treinamentos para competições internacionais. É equiparado a um campo de concentração. Estima-se que cerca de 30 mil crianças estão no local submetidas a esforços desumanos.
Durante o rigoroso e contestável processo, o contato deste jovens atletas, com seus pais e familiares, é completamente restrito. As principais estrelas chinesas deixam de ser filhos e irmãos e passam a ser armas do Estado totalitário, que tenta mostrar uma China forte na política, sadia na economia e competitiva no esporte, basicamente um trinômio que garantiria à Pequim hegemonia mundial. 


Questionável método herdado da fragmentada URSS, Projeto 199 é
condenado 
pelas principais nações
Em meados do ano de 2000, com inspiração na antiga e desfragmentada União Soviética, a China lançou o questionável "Projeto 119", que faz menção ao número de medalhas de ouro possíveis à época em atletismo, natação, remo, vela e canoagem. Nas olimpíadas de Pequim, em 2008, com 51 ouros, o referido país superou os estadunidenses no quadro de medalhas. Porém tiveram uma relativa queda nestas ultimas olimpíadas com 38 ouros contra 46 dos seus arqui-rivais.   Os chineses investem em esportes de maior destaque e que distribuem maior numero de medalhas. As críticas ao seu polemico programa são tanto externas como internas. Até mesmo o "Global Times", importante agencia de notícias que possui forte ligação com o Partido Comunista, questiona tais métodos. A expressão "sistema opressor" passou a frequentar reportagens sobre o programa olímpico. Como de praxe, o regime, a fim de evitar desgastes censurou reportagens negativas. 
Sinceramente eu já tinha ouvido falar do rigoroso e questionável processo para formação de futuros campeões olímpicos, mas não tinha noção que chegava-se a tal ponto! Até quanto alimentaremos este dragão vermelho?


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A eterna rivalidade entre ciência e religião!



Ciência e religião podem andar juntas?


Por Filósofo Master

Quando chegará o dia que ciência e religião caminharão lado a lado? De uma extremidade, à religião e seu fanatismo; do outro à ciência e sua preponderância e soberba! Não que eu diga que estes são os grandes problemas de ambos, mas na sua grande parcela infelizmente são. Como podemos garantir o perfeito desenvolvimento da humanidade, e sua continuidade, caso a ciência se tornasse algo cego e a rel
igião um ser aleijado? Sismo em observar, nas redes sociais e blogs, um total desrespeito de ateus e cientistas. Um árduo e acirrado duelo para ver quem tem mais razão e mostrar quem é o menos "parvo". Defensores estes do ateísmo e das palavras divinas, cada vez mostram as suas fragilidades e inseguranças do que não deveriam ser. Porque não andarmos lado a lado, respeitando os seus credos, rumando de mãos dada neste barco com lemes? 
Como diria Mahatma Gandhi: "Uma vida sem religião é como um barco sem leme."; e Sócrates: "A vida sem ciência é uma espécie de morte.". Chegará um dia que ambos os lados se respeitarão e assim, a humanidade, se tornará uma só coisa!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Uma imagem, dois lados... um sentimento!!!

Independente do credo, o sentimento que há entre a vida e a morte único
em ambos os lados!
Por minhas andanças pela web, deparei-me com esta imagem, de certo modo tocante. Admito ser fã do universo Star Wars, porém não foi por este fato que estou publicando a mesma. Nossas vidas são feitas de escolhas e relativamente possuímos duas opções: ou seguimos a crença dos bons hábitos e princípios, ou negligenciamos os fatos e tornamo-nos seres irrequietos. Porém há algo que nos tornam próximos, independente dos credos; a vida e a morte. 
Nascer e morrer são termos muito relativos. Independente do partido que esteja, o sentimento é único, partilhado em ambos os lados! Modestamente, esta imagem não deixa de ser humana e reflexiva!

domingo, 17 de junho de 2012

Classes da sociedade acobertadas sobre o manto da igualdade. É possível?


Por Filosofo Master,

Estariam algumas classes sendo acobertadas pelo manto
da igualdade? 
Chegando a meus recintos, em minha humilde residência, após um desgastante dia de trabalho e, posteriormente, estressante noite de faculdade, aproveitei o pequeno período de descanso para assistir a programação noturna da TV aberta brasileira. Sabe-se que pouco se pode aproveitar do instrumento, mas há de valorizarmos raras exceções. Após assistir ao programa a Liga, da TV Bandeirantes, do dia 12/06, não pude deixar de escrever este texto. Fiquei com o assunto durante a semana toda em minha mente, e, certamente, o mesmo, causará muita polemica, não por uma posição que aqui farei, pois respeito à idéia seja qual for, mas pelo mau uso destas classes a fim de influenciarem posturas antiéticas e tão pouco corretas junto à sociedade.
Talvez o trecho da reportagem que motivou-me a escrever este post foi, de fato, uma pequena colocação que pode ter passada despercebida pelos telespectadores, mas não a este filosofo. A frase foi dita pelo então Deputado Federal Jair Bolsonaro (PP/RJ), polêmico por suas colocações, que dizia: “...não concordo com a posição deles por acharem que, em tudo, são superiores a todos.”. Nem tudo o que o Deputado falou são farpas, exemplo é o trecho que destaquei. Mas o que ele vociferou após, considero como postura xenofóbica que não merece ser descrita aqui neste singelo e respeitoso espaço. Não condeno o tema retratado no programa, respeito todas as classes, etnias e opções sexuais. Estamos em uma era que os direitos são igualitários para todos e a constituição assegura plenos poderes para expormos nossas idéias, dentro do limite ali concebido. Mas o que me traz aqui não é o tema retratado no programa, mas sim uma critica sobre todas as classes da sociedade que a usam como pretexto para disseminar irá junto à opinião publica. É preciso que existam classes que se acham superiores só por serem diferentes? É possível reivindicar direitos não rebaixando outros indivíduos por não serem adeptos a uma determinada causa? Há de se haver limites. Um movimento não se faz a força, se faz por si só, com sabedoria.
Muito que observo é uma posição forçada de vitimadas. Não cito nomes. Basta analisarmos com clareza algumas classes que veremos exatamente algo de errado. Posso estar falando alguma bobagem, mas também nenhuma inverdade. Vejo isso como algo que contraria o sinônimo de ideais, utilizando pretexto para tornarem-se vitimadas. Muito falamos hoje em uma sociedade igualitária, mas há de se haver respeito destas classes também. O que vemos hoje são "ramificações" que mais atiçam deliberadamente o desagrado da opinião publica, contrariando a busca dos seus verdadeiros direitos. Hoje um humorista não pode fazer colocações de orientações sexuais, raciais e sociais que tornam-se ofensas aos olhos “vorazes” das classes. Porém, dentro destas mesmas, pode-se ouvir colocações similares, evidenciando uma postura de superioridade as demais. Não seria esta a verdadeira colocação de xenofobia de si próprio? Aqui eu chego em um contraponto. O fato de estarmos em meio a crises intelectuais entre classes e opinião é o fato de, estas mesmas, não aceitarem a si próprias dentro de uma sociedade que, por mais imperfeita que seja, tenta sob todas as formas, corrigir os erros do passado. Hoje o que se falta é humildade. Para que vivamos em prefeita sintonia, deve-se perder a postura insaciavelmente despótica de seus íntimos. Assim haverá a respeitabilidade que tanto buscam.  

domingo, 3 de junho de 2012

Uma estratégia de lucro? Animes de sucesso do passado voltam remodelados a ativa em solo nipônico.


Por Filósofo Master, 

Grande indicativo. Sucessos do passado podem 
estar voltando. 
Talvez, na visão deste e de outros filósofos do blog, um dos principais elementos para moldura da maneira de pensar e agir dos jovens dos anos 80 e 90 foi certamente o fenômeno pop da cultura japonesa chamado anime. Isso acarretou numa explosão fantástica que eclodiu dentro destes jovens um maior interesse não apenas pelos animes, mas também pela cultura desta nação milenar chamada Japão. Grande parte da infância e adolescência deste que vós escrevem foi, de fato, a década de 90. Isto é compreensível, visto que precisamente, neste período, a animação japonesa começou a ter maior expressão, representação e visibilidade na TV aberta brasileira.
Para grande parte dos jovens, da minha geração, o primeiro grande anime a criar impacto relevante foi “Os Cavaleiros do Zodíaco”, transmitido pela extinta TV manchete em 1995 e retransmitido posteriormente pela Rede Bandeirantes a partir de 2004. A animação causou forte impacto na época que resultou como conseqüência, na abertura definitiva das portas para que outros animes adentrassem as terras tupiniquim, tal estes como “Super Campeões”, “Shurato”, “YuYu Hakusho”, “Sailor Moon”, “Dragon Ball”, “Samurai X”, “Pokemon”, “Digimon” e tantos outros. Certamente estes desenhos moldaram a maneira de pensar dos jovens da época, desamericanizando um pouco a soberania das programações estadunidenses já saturadas e desgastadas. Hoje, como bem todos sabem as animações nipônicas não possuem espaço como antigamente. Muitos poderão dizer que esta falta de espaço é resultado da total displicência das grandes emissoras nacionais que não souberam observar os verdadeiros ganhos em audiência dos mesmos. Posso até concordar, em parte, mas o fato é que nos dias de hoje, nem mesmo o publico local japonês, anda curtindo os últimos lançamentos locais. Talvez seja este o maior temor das emissoras brasileiras: comprar pacotes de animes sem garantia de audiência e lucro.
Se em terras brasileiras os mesmos caíram em total desgosto das grandes emissoras, uma noticia lida por mim em sites dedicados à cultura otaku, reascendeu algo que poderá mudar panorama. Grandes animações do passado vêm ganhando espaço com relançamentos e remasterizações. Grande exemplo é a nova versão de “Dragon Ball Z” intitulada de “Kai”, que com seus altos índices de audiência despertaram o interesse da produtora Toei Animation no desenvolvimento de uma possível continuação da saga Z. O sucesso foi tanto que também a editora japonesa Shueisha, por meio da sua revista semanal Shonen Jump, publicou pequenas historias da saga de Son Goku e seus amigos ainda crianças, escritas e desenhadas pelo autor original da franquia, Akira Toriyama. Jogos também foram desenvolvidos e já lançados dando o indicativo que o bom e velho desenho dos anos 80 ainda possui força, de sobra, no século XXI. Recentemente tivemos outro grande exemplo, “Os Cavaleiros do Zodíaco”, que mesmo com a grande demora para ser finalizado, contribuiu para o ressurgimento de um legado, contribuindo para inéditas publicações de mangas, e até o lançamento da 3º geração das famosas miniaturas dos cavaleiros de ouro de Athena intitulados de Cloth Myth Ex. Hoje existem rumores que Cyborg 009, criação do final dos anos 70 do já falecido Shotaro Ishinomori, (que possui no seu curriculum também a serie Kamen Rider), poderia voltar à ativa, em CGI (Computer generated imagery), nas mãos do renomado diretor japonês Kenji Kamiyama. Interessante é observar que os lançamentos oriundos deste inicio de século não estão sendo bem recebidos pelo publico e critica japonês, talvez por este fato, as grandes companhias de animação estão buscando meios de revirar o baú e relançar os velhos sucessos do passado, a fim de, absorver mais lucros. Seria um indicativo que em breve estaremos nos surpreendendo com novos lançamentos em solo nipônico e, posteriormente, em solo brasileiro? É a força do passado ressurgindo das cinzas, tal este como a mitológica Fênix, para reacender o interesse da meninada do século XXI.