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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O verdadeiro estelionato nível "Expert". Messias LTDA.


É comum hoje em dia você ligar a televisão e presenciar verdadeiros espetáculos cujo nome utilizado é sempre Jesus. Assistindo, observamos multidões de indivíduos desafortunados, suplicando por um pouco de afago em seus corações a pessoas que julgam-se representantes de Deus na Terra. A globalização é tamanha que a palavra religião significa, para os messias do século XXI, algo muito além de fé, purificação e benevolência ao próximo. Verdadeiros templos são erguidos, hectares de terras são compradas, emissoras de televisão são fundadas, enfim, a religião que havíamos conhecido transformou-se em uma atrativa e promissora fonte de renda para seus administradores. Prova cabal será o vídeo que apresentarei, a seguir, para vocês:



Enquanto perambulava pelo portal de vídeos Youtube, deparo-me com esta verdadeira pérola da imoralidade "satânica". Sim caros filósofos, não havia melhor adjetivo para descrever este vídeo. Nele assistimos ao Missionário R.R Soares, em seu programa diário Show da Fé, fazendo um humilde pedido a seu rebanho: "Assinem o formulário que o diabo jamais enganará vocês outra vez!".
O capeta ainda vai te pegar pelas pernas R.R Soares
Não é de ontem que tal atividade é praticada dentro de entidades religiosas, tanto que para manterem-se em atividade, há de se haver dinheiro em seus caixas. Porém, existem maneiras moralmente corretas que não explore os fieis, que buscam nestes locais o seu bem estar espiritual. No vídeo podemos entender claramente, nas palavras de R.R Soares, que o fiel que retribuir com um dízimo será "caridosamente" tocado por Deus. Agora, vamos entender por um outro lado, e se o fiel  não quiser contribuir com seu dízimo a igreja? Será negado por Deus um ato de socorro caso esteja em estado de enfermo? Pois é, uma entidade que diz ter a palavra do senhor não pode exigir algo em troca. Existem bonitos exemplos de lideres espirituais como Chico Xavier, Madre Tereza e Irmã Dulce, que dedicaram suas vidas pelo bem do próximo, sem pedir um centavo em troca. Os verdadeiros "charlatões" estão disfarçados de boas pintas, de terno e gravata, de bonita lábia, e que possuem impérios televisivos as custas de seus humildes rebanhos (advogado do diabo?).
Aqueles que se dizem donos da palavra de Deus, que atrevem-se a pedir algo em troca de um ato benevolente, não são dignos de falar o seu nome a indivíduos humildes e desafortunados. Um verdadeiro "servo de Deus" jamais pede nada em troca, seja ela em forma de dinheiro ou bens materiais. Sinto pena destas pessoas humildes, frágeis a espera  de algum afago, deixam-se influenciar por estes verdadeiros "coisa do demo".

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Uma nova realidade no futebol brasileiro? Patrocínios fortalecem os cofres dos clubes nacionais.

Maiores receitas de patrocínio/ publicidade do futebol brasileiro no ano de 2010
Não consigo entender como os clubes de futebol ainda não possuem ações na bolsa de valores. Um estudo feito pelo consultor Amir Somoggi destaca que as receitas com patrocínio no futebol brasileiro atingiu valores astronômicos. No ano de 2009 adentraram R$ 566 milhões nos cofres das já defasadas equipes brasileiras. Crescimento de 274% nos últimos oitos anos. Porém, boa parte deste valor foi absorvida pela instituição (ou anarquia) CBF. 
Em uma projeção publicada para o ano de 2010, as equipes vislumbravam valores próximos de R$ 570 milhões na sua totalidade. Mas considerando apenas valores provenientes a cotas de patrocínio e investimento, os clubes geram uma receita de R$ 372 milhões. Esse resultado representa um acréscimo de faturamento de 424% nos últimos oito anos. Em 2010, os recursos com patrocínio e publicidade representaram 17% do total gerado pelos clubes, frente à representatividade de 14% de 2009 e 9% de 2003. Destes R$ 372 milhões, 52% representam a fatia que a CBF, na figura de Ricardo Teixeira, absorveu em receitas com seus patrocinadores.
Quando analisados os valores dos contratos de patrocínio da CBF fica claro, que é sem dúvida a entidade esportiva que mais gera recursos com patrocínios no Brasil. Este filósofo pode até se atrever a dizer que é uma das confederações que mais lucra no planeta. Só os contratos master’s assinados com a Nike, Itaú, Vivo e Ambev produziram R$ 148 milhões. Este valor pode ser elevado considerando os patrocinadores comerciais Seara, Volkswagen e Nestlé.
Esta representatividade grotesca mostra a real desproporcionalidade entre CBF e os já quebrados clubes brasileiros. Enquanto a entidade maior do futebol deslumbra de valores grandiosos, as equipes brasileiras, mesmo gerando grandes receitas, continuam a endividar-se. É o mesmo que equiparar grandes impérios, da idade média, erguidos em meio à pobreza e fome. Talvez eu possa até estar dizendo uma inverdade, visto a mania de grandeza de certos clubes que de forma insegura e despreparada gastam suas receitas de maneira indevida. Mas o fato é que o nosso futebol brasileiro poderia estar melhor preparado e estruturado visto os valores que circulam neste mercado. É a mania do brasileiro gastar completamente o que tem e depois reclamar o porquê perdeu tudo. A verdade é que ainda não estamos preparados para a realidade financeira dos dias de hoje.