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segunda-feira, 18 de março de 2013

MSN: O adeus do ícone de uma geração.


MSN, fincou bandeira e marcou um geração.
Década após década, legados culturais ficam registrados na historia. Assim foi nos anos 80/90 com ícones culturais como o amarelinho e revolucionário rádio da Sony: Walkman; o vídeo game que reinventou a maneira de fazer diversão:  Atari; e o brinquedo de seis lados que quebrou a cabeça de muitos jovens e adultos nerds: Cubo Mágico; Enfim, se esse filosofo ficar aqui descrevendo cada ícone cultural das duas ultimas décadas citadas terei, certamente, escrito um livro de memórias nostálgicas. O fascínio pela cultura pop produzida nessas ultimas décadas representam o símbolo supremo daquilo que chamamos hoje de nostalgia. 
O tempo passa, e entre as audácias nostálgicas da vida adentramos ao século XXI, do calendário greco-romano, trazendo consigo um período de modernidade e aproximação entre os povos. Os anos 2000 foi uma década de constantes mudanças na maneira de ver, pensar e, principalmente, de se relacionar interpessoalmente, por meio dos serviços de telefonia móvel e, conseqüentemente, pelo advento da internet. Quem não lembra daquele barulhinho desafinado enquanto discávamos um número  de telefone para acessar uma conexão de 56kbs depois da meia noite, visto ser mais barato, heim? Pois é, quem diria que tal pratica se tornaria um ícone da cultura pop de uma década que já partiu a pouco mais de 3 anos. Certamente um dos ícones que fincou bandeira nessa ultima década tenha sido o serviço de mensagens instantâneas da Microsoft, o vulgo e eterno MSN. O aplicativo mudou para sempre a maneira de nos comunicarmos e deixou curiosos legados como o internetês e os carismáticos emotions. Definitivamente a percepção do que conhecemos como comunicação mudou radicalmente graças ao MSN que reinventou a maneira de ver e pensar de toda uma geração.
O MSN nasceu no final de 1999, e objetivava o domínio de um nicho pouco explorado pela concorrência até então. Os mais antigos lembrarão que na época do lançamento haviam duas potencias no que se referia a serviços mensageiros na internet, eles se chamavam ICQ e o IRC (Internet Relay Chat). Curiosamente ambos ainda possuem notoriedade e são muito utilizados, porém fora das terras tupiniquim. Mas como todo serviço da época, ele possuía inovações em relação a concorrência.  A "borboleta" (como era conhecida em alusão a "flor" do seu concorrente ICQ) nasceu para interligar a larga rede de contatos oriundos do então, e também falecido hoje, Hotmail, bem como integrado a outros serviços da Microsoft como o Internet Explorer 5 e Outlook Express 5. O comunicador, (cujo arquivo de instalação tinha apenas 320 Kb), tinha como grande destaque sua execução em pano de fundo e os alertas automáticos de contatos online. Imaginem, um som de alerta enquanto um contato entrava, (uau!), isso era revolucionário para época. Outro fator que o diferenciava da concorrência era os avisos, que podiam identificar os usuários que se encontram distantes do computador onde, automaticamente, seu status mudava como ausente. Isso pode parecer, hoje, algo não refinado, mas para época era uma revolução cybercultural. Com o tempo a ferramenta foi se moldando, agregando novas funcionalidades em uma velocidade igual as novidades que surgiam na internet. 
Mas o mundo dos negócios sempre sobrepõe ao interesse dos usuários. A própria Microsoft realizou um levantamento, no ano de 2012, onde contava que só no Brasil, país onde o serviço era o mais usado, existiam cerca de 30 milhões de consumidores que usufruíam das funcionalidades do MSN. Estes consumidores terão, no entanto, que se render aos acasos da contemporaneidade e abraçar a nova aposta da empresa, o Skype. O serviço que mais cresce hoje, é a nova menina dos olhos da Microsoft, tanto que a cuja empresa desembolsou nada menos que US$ 8,5 bilhões para integrar a marca no seu portfólio de serviços. Nada mais justo ter que investir na nova ferramenta.
Seu Madruga fez história no mundo do bate-papo. Incansáveis cobranças
de aluguel sofreu 
na cuja ferramenta.
No último dia 15 de março, o serviço foi definitivamente descontinuado no globo, com exceção da China, único lugar, no momento, em que o MSN não irá parar de funcionar. Não foi apontada uma razão oficial para isso, porém segundo fontes internas, o MSN continua vivo ainda pois o provedor do serviço na região não é apenas da Microsoft, mas de uma empresa chinesa. O serviço, no resto do globo, a partir de então passa a migrar seus usuários para o Skype, em um processo que deve terminar em abril. 
Agora pare e reflita: Quantas pessoas você conheceu pelo MSN? Quantas conversas constrangedoras e sigilosas o histórico do cujo serviço já viu, hein? Quantas amizades verdadeiras você fez com a sua ajuda? Bom, talvez nenhuma, mas creio que muitas pessoas pararam e lembraram de alguém que, via MSN, afinou uma amizade ou riu de alguma situação. Definitivamente o MSN tornou-se historia e certamente o mais novo ícone de uma "nova cultura pop".

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A imaginação não tem limites. Capa para iPad imita antigo portátil da Nintendo

Versão para iPhone das capas desenvolvidas pela fabricante Lootiful
O que seria o termo imaginação? Posso descrevê-lo como uma espécie de idéia admirável, proveniente de um juízo errôneo ou de uma apreciação irrefletida das razões de nós seres humanos. Talvez eu tenha puxado-me demasiadamente nas terminologias expressadas, mas o fato é que a criatividade que desenvolvemos, seja ela minúscula ou não, sobressaí qualquer expectativa. Coloco como exemplo a fabricante americana Lootiful, que no ano de 2010 criou um novo modelo de capa para iPhones que imitava fielmente o designer do famoso e saudoso Game Boy da Nintendo. O sucesso foi tão grande que o estoque inicial de capas foi rapidamente consumido como água. De acordo com o núcleo de marketing, a fabricante planeja lançar um novo modelo para o xodó da Apple, o iPad. Ainda não há previsão de venda e o preço não foi divulgado. 
É a criatividade humana visando um número crescente de consumidores nostálgicos. 




quinta-feira, 14 de julho de 2011

Estrada de isopor? Blocos de isopor são utilizados na duplicação da BR-101 no nordeste

Para este filosofo a busca por informações nos mais variados segmentos e campos da ciência, tecnologia e política são indispensáveis para a absolvição de conhecimento. Por este fato faço parte de um grupo de email chamado “Revista de Geologia”. Pode parecer estranho, um critico assíduo da alta tecnologia e da política estar envolvido em um grupo tão distinto como este.  Caso você, filósofo de plantão, esteja curioso nos artigos publicados neste grupo, o convido a participá-lo. Segue email do contato para a referida inclusão: revistadegeologia@yahoo.com.br

Colocação dos blocos de isopor
Nos muitos emails recebidos por este grupo, que acabam adentrando minha caixa de entrada, um em especial chamou atenção no dia de hoje. O titulo remete-se a utilização de novas tecnologias para a construção de novas estradas na região do nordeste. Mas para minha surpresa o material que esta sendo utilizado são blocos de EPS, conhecidos popularmente como Isopor.
Nivelamento da primeira camada
Estes blocos foram utilizados em substituição ao solo compactado na duplicação da BR 101, na cabeceira do Rio Preto, no estado da Paraíba. Foram usados aproximadamente 7.000 m³ em blocos de isopor com dimensões de 4 metros de comprimento, por 1,25m de largura e 1m de altura, fornecidos pela Knauf Isopor. Está é a primeira vez que o país utiliza este tipo de tecnologia que utiliza o conceito de aterro ultraleve, com aplicação do isopor em solos moles.

Este tipo de material é bastante utilizado em estradas nos Estados Unidos e continente europeu, porém ainda é pouco conhecido no Brasil. O seu uso na estrutura resolve dificuldades com solos moles, substituindo o tradicional aterramento, servindo como base para receber o asfalto, evitando decalques, deformações e declives na pista, comuns quando utilizado a terra neste tipo de solo.    
No trecho da BR 101 onde a novidade esta sendo utilizada, foram colocados na cabeceira da ponte cinco camadas de 90 metros de extensão, em uma área de 1.430m². Foram utilizados 1.400 blocos cobertos por uma manta de plástico (PEAD) protegida por concreto, sobre a qual se aplicou uma camada menor de aterro tradicional. Após essa etapa, outro pavimento de concreto foi colocado, concluindo assim a estrutura.
O bloco de isopor foi escolhido por ser resistente à compressão, bem mais leve que os outros materiais, proporcionando uma redução na pressão exercida sobre esses solos, e pelo seu baixo custo em comparação com outras tecnologias.

Aplicações em blocos
É uma alternativa bastante interessante, visto a necessidade de preservação das nossas já precárias rodovias brasileiras. Mas sempre se tens o seus porém. O isopor é um material composto basicamente por C8H8, que em processo de decomposição ou de altas temperaturas pode vir a contaminar o solo e conseqüentemente contaminar os lençóis freáticos (água subterrânea). O projeto, na sua totalidade, recebeu autorização dos devidos órgãos ambientais competentes. Por este fato creio que minha preocupação quanto à contaminação do solo possa ser apenas um simples título de ilustração para esta matéria. Assim espero!

Com 59,4 quilômetros de extensão, a duplicação da BR-101, no chamado “Corredor Nordeste”, começa na entrada do município de Lucena, na Paraíba, e se estende até a divisa com o estado de Pernambuco. A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT/PB) e do 1º Batalhão de Engenharia de Construção do Exercito. 




concreto sobre camadas de isopor

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Brincando de primeiro mundo? Mexicanos apresentam robô que poderá revolucionar o conceito da “robótica Social”

Eduardo ao lado de Mex-One: O robô lembra muito Maschinenmensch de Metropolis

No dia 07/07, uma equipe de cientistas mexicanos, do Centro de Pesquisa e de Estudos Avançados (Civestav), encarregados da criação de um novo conceito de humanóide, apresentou a versão final do seu robô chamado de Mex-One. Os cientistas também o descrevem como o primeiro sob o novo conceito da “robótica social”. O desenvolvimento do Mex-One havia sido anunciado há um ano pelos cientistas do centro localizado na Cidade do México, capital mexicana.
Um dos integrantes da equipe, o pesquisador Eduardo Bayro, esclarece que inventou a nova terminologia para referir-se aos complexos e diferentes usos sociais que a sua invenção terá. Ao contrário do que se conhece como “social robotic”, que consiste em criar interfaces de seres humanos através de maquinas, o projeto Mex-One difere-se na questão humana. Conforme relatado pelo pesquisador, e também líder do projeto, o desenvolvimento do robô se dá através de subprodutos com fins práticos para o ser humano em campos da medicina e cultura. Eduardo explica que a criação auxiliará a medicina, no sentido de oferecer peças robóticas para operação de atividades cirúrgicas, bem como utiliza-lo, também, como mãos e pés inteligentes para pessoas com deficiência. O cientista citou que está será uma contribuição a nível internacional porque reunirá as principais características humanóides a preços baixos.
Trata-se de um projeto inovador que permitirá a integração de centros de pesquisa tecnológicos de universidades do mundo todo. A idéia da equipe é integrar instituições que possuam poucos recursos e incentivá-las a desenvolverem novos algoritmos para o campo da robótica, visto que o projeto possui código aberto.
O robô é o mais avançado do seu tipo na região ibero-americana, com funções similares ou inclusive superiores aos desenvolvidos por empresas japonesas, americanas e européias. Seu protótipo mede 1,05m e pesa cerca de 15kg. O mesmo caminha e segue objetos com o olhar. Mais adiante, com o decorrer do seu desenvolvimento, ele será capaz de subir escadas, servir água, reconhecer faces, manter diálogos e até aprender por experiência.
A principal contribuição de Mex-One está no software de sua inteligência artificial, já que o mesmo pode armazenar informação graças a uma memória cognitiva que funciona com um sistema sem fio conectado a dois computadores.


Agora pergunto: Será que o México esta começando a despontar como uma potencia emergente tecnológica? Este é um campo em ligeira expansão que poderia ser visto, pelos nossos governantes, com bons olhos. Se até instituições mexicanas estão adiantadas no desenvolvimento robótico, porque o Brasil, com toda a sua potencialidade, não foi capaz de ainda desenvolver um projeto desta magnitude? É o México querendo brincar de primeiro mundo, mas o Brasil se achando de primeiro. Lamentável